Ministério de evangelização baladeiros de Cristo

Um novo movimento evangelístico tem surgido no meio da juventude cristã. São os baladeiros cristãos. Em resumo, são jovens e adolescentes que decidem sair das paredes da igreja para pregar o evangelho de uma forma diferente para aqueles que estão se perdendo nas farras pela noite. Mesmo que essa prática já seja bem usada a muito tempo, foi agora que eles resolveram formalizar e abrir omMinistério Baladeiros de Cristo. O movimento cresceu primeiramente no sul e sudeste do país, mas vem ganhando força no nordeste, principalmente depois que artistas internacionais começaram a desembarcar por aqui. Em Fortaleza por exemplo, já são muitos os participantes desse ministério. Nossas casas de shows estão cheias de jovens cristãos fazendo a obra.

O grande motivo do sucesso e crescimento desse ministério é o seu método alternativo de levar a palavra de Deus a quem precisa. A pregação do evangelho é feita de forma sutil e delicada, sem aquela apelação que vemos nas igrejas. A principal estratégia é agir naturalmente, fazendo o que os outros também fazem e curtindo as mesmas coisas. Assim a aproximação é feita e o evangelho ganha abertura. Em entrevista com Rodrigo, líder do ministério em Fortaleza, ele disse o seguinte:

“Tentamos fazer algo diferente da igreja. Quando estamos no campo missionário agimos normalmente, sem parecer com aqueles crentes chatos que só querem falar de Jesus o tempo todo. Nós pregamos com a vida e não falando. Criamos laços de amizade e frequentamos os mesmo lugares.”

Rodrigo ainda nos contou que o ministério recebe críticas constantes, pois como estratégia eles também bebem e ficam com garotas. Ele defende que é mais uma estratégia para ganhar a confiança das pessoas e pregar a palavra de Deus. No caso das garotas elas também costumam beber e seduzir os rapazes nas festas. Elas afirmam que os homens respondem melhor a evangelização quando elas estão com roupas curtas e que um beijo garante um convite para uma reunião posterior com o grupo. Questionado sobre os métodos Rodrigo disse:

“Nós bebemos sim e não há nenhum mal nisso, pois não nos embriagamos. Jesus também bebeu e transformou água em vinho numa festa. Nós ficamos também, pois quando fazemos isso ganhamos a intimidade das pessoas e conseguimos mais abertura para falar de Deus. Onde Deus proíbe o ficar na bíblia? Alguns fariseus nos criticam, mas duvido que tenham a coragem de ir aos lugares que nós vamos. Duvido que tenham a coragem de fazer os sacrifícios que nós fazemos.” 

A estratégia de expor o evangelho também é interessante. Eles não falam nada a respeito de Jesus e da bíblia durante as festas. Defendem que aquele é um local de diversão e qualquer menção ao evangelho pode estragar todo o processo de evangelismo. Fora das festas o ministério costuma fazer reuniões, mas nunca na igreja, pois consideram um local intimidador e muitas vezes quadrado. Se reúnem na casa de alguém ou barzinho da cidade. Quando os convidados chegam encontram filmes, músicas e bebidas como nas festas. Palavras como cruz, morte, pecado, inferno e outras parecidas são sempre evitadas. Quando surgiu a pergunta sobre como as pessoas os identificavam como cristão e como se convertiam, Rodrigo contou:

“Não precisamos dizer que somos cristãos em momento nenhum nas festas e nas reuniões. Temos nossos perfis no Facebook para isso. Lá sim nos identificamos como cristão e publicamos algumas coisas da bíblia. Evitamos andar com a bíblia e recitar muitos versículos, isso pode afastar muitas pessoas. Também não falamos em pecado e coisas parecidas. Só queremos mostrar que crentes também são pessoas normais e podem fazer tudo. Quando os outros percebem que não precisam mudar mada para andar conosco e com Jesus elas com certeza decidirão pela conversão. Mostramos Jesus sendo iguais ao mundo.”

Os efeitos que esse ministério está fazendo já pode ser percebido em nossas cidades. Basta olharmos para as igreja e cultos de jovens aos sábados. Estão ficando cada vez mais vazios, pois os crentes estão saindo para as festas e se reunindo em casa. As pessoas tem sido alcançadas nas festas, baladas e bares, ou como eles chamam, no campo missionário. O ministério tem provado que a bíblia e a cruz não precisam ser expostas a todos e que o evangelho pode conviver perfeitamente com os padrões do mundo. Rodrigo finaliza dizendo:

“Deus ama a todos do jeito que são, nós queremos dizer isso agindo como eles agem. Não podemos transforma o evangelho na única maneira certa de se viver.”

Vocês podem conhecer mais do ministério no site www.baladeirosdecristo.com.br (vale o clique)

*Texto de ficção, eu acho…

*O uso do nome Rodrigo não se refere a ninguém que eu conheça

Pedro Pamplona

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O Loucura da Cruz

Ele sempre foi esperado. Ele foi anunciado desde o princípio de tudo. Milhares aguardavam sua chegada dia e noite. Muitos do seu povo foram se perdendo no meio do caminho, mas sempre houve um remanescente fiel. Sempre existiram aqueles que não largaram a promessa. Muitos viveram pela fé num homem que ainda nem havia existido em carne e osso. Nem mesmo histórias eles tinham para crer ou lembrar, mas permaneceram. Foram salvos por algo que ainda iria acontecer no futuro, mostrando que nada dependia deles mesmo a respeito da salvação. Profecias, nada mais havia sobre aquele homem que viria. Muitos nem mesmo viram ele nascer. Mesmo assim muitos creram na loucura da cruz. No paradoxo da cruz.

Ele veio. Nasceu e habitou entre nós. O filho de Deus se fez homem e cumpriu as profecias. O esperado messias enfim chegou. Sabe o que aconteceu? O povo que sempre o esperou o rejeitou. Mas sempre existiu o remanescente. Alguns se juntaram a Ele, vindos de toda a parte. Muitos os chamavam de loucos, e eram mesmo. O esperado rei veio como servo. O esperado leão veio como cordeiro. O esperado trono era um cruz. Quem seguiria esse messias? Os loucos, aqueles que não tinham mais nenhuma esperança, os pecadores. Sim aqueles que sabem que nada podem fazer. Aqueles que sabem que dependem de Cristo para salvação. Sem trono, sem riquezas, sem castelos, sem espada, mesmo assim muito acreditaram na loucura do evangelho, na loucura da cruz.

O dia chegou, a morte estava por perto. Tudo parecia estar indo por água abaixo. As promessas pareciam ser mentira. Aquele Jesus parecia ser mais um charlatão. Mais ainda existiam loucos com ele. A grande loucura estava preste a começar. O paradoxo da cruz seria imenso. Jesus foi o homem que mais temeu a morte, mas foi também o mais corajoso a enfrentá-la. Foi o homem que sofreu a maior demonstração de ira enquanto demonstrava o maior gesto de amor.  A crueldade da cruz foi uma doçura da graça. O silêncio de Deus foi um brado de vitória. A escuridão sobre a terra foi um brilho poderoso da luz sobre as trevas. O Abandono do filho foi a adoção de outros muitos. Deus é tão poderoso e glorioso que foi capaz de vencer perdendo. Foi capaz de manifestar vida com a morte. Na cruz Jesus foi humilhado, para todo o sempre ser exaltado. Seu nome foi escarnecido, para hoje ser o nome acima de todos ou outros. Mesmo assim, com todo esse paradoxo, muitos loucos ainda acreditavam.

A ressurreição chegou. Jesus vive até hoje. O Espírito Santo habitou em nós, a Igreja foi constituída e o remanescente permaneceu. A loucura foi espalhada até hoje. Falando em loucura, é loucura mesmo pensar que essa história chegou até nós. Como foi possível? Porque sempre houve um louco para guardá-la e passá-lá adiante. Antes, muitos viviam a esperar. Acreditavam no futuro. Os loucos de hoje tem uma história. Acreditam no passado. O que importa é que acreditam no mesmo Jesus. No mesmo evangelho. O que importa é que a loucura continua viva. O paradoxo continua sendo paradoxo. A cruz continua sendo escândalo. E é assim que tem que ser, na contra mão, no paradoxo, causando impacto, sendo diferente. Se essa loucura e esses loucos sobreviveram até agora, talvez essa seja a loucura mais sábia de todas. Eu creio, sou louco…

“Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus.”

1 Coríntios 1:18

Solus Christus, Soli deo Gloria!

Pedro Pamplona

Vale tudo para anunciar o evangelho?

Hoje foi dia de um tal festival promessas na Globo. Durante e depois desse festival vi muitos comentários nas mídias sociais que não concordavam com a intenção da emissora, mas apoiavam o evento porque o evangelho estava sendo pregado. Muito se falou no versículo de Filipenses 1:18 que diz:

“Mas, que importa? O importante é que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou verdadeiros, Cristo está sendo pregado, e por isso me alegro. De fato, continuarei a alegrar-me…” Filipenses 1:18.

Antes de continuar quero deixar minha opinião sobre eventos como esse. Sei que a palavra de Deus não perderá seu efeito diante das intenções humanas, mas pena que várias músicas não revelam as escrituras, algumas poucas até o fazem, Também não concordo com a alegria exagerada de muitos, uma hora de música gospel no Globo não fará do Brasil um país entregue a Jesus. Também não sou radical ao ponto de dizer que não serve de nada. Acho inclusive que para algumas pessoas, esse tipo de evento pode até atrapalhar, mas isso acontece com várias outras ações.

Voltando ao tema de Filipenses 1:18, quero argumentar contra essa ideia de que vale tudo para pregar o evangelho. Esqueçam o festival promessas. Vamos falar primeiro sobre quem Paulo estava falando. Enquanto estava preso, alguns outros homens pregavam o evangelho para “tomar o lugar” de Paulo, digamos assim. Estavam pregando por inveja e auto exaltação. O evangelho verdadeiro sendo pregado por motivos errados. Motivos esses que estão em todos nós humanos, menos ou mais presentes. Leiam o capítulo a partir do versículo 12. Para exemplificar, a situação aqui poderia ser ilustrada atualmente assim:

  • Um jovem que decidiu pregar por inveja do amigo que pregava.
  • Um pregador que vai pregar nas ruas porque sente uma necessidade de aparecer pregando.
  • Alguém que lidera um pequeno grupo porque busca um tipo de liderança, alimentando o ego.

Todos esses são exemplos de pessoas que decidiram começar ou fazer algo com uma motivação errada como essas, mas pregando o verdadeiro evangelho. Mesmo nessa situação, Paulo é contra, apesar de dizer que se alegra por Cristo está sendo anunciado. Eu mesmo já me peguei pensando em quantas pessoas me veriam pregando num determinado local. Isso é muito diferente do que vemos hoje na televisão brasileira. O gospel virou uma pregação de um falso evangelho com motivações erradas. Usar o nome de Jesus para ganhar dinheiro, fama ou até audiência não se enquadra nessa passagem bíblica escrita por Paulo. Isso se enquadra em Mateus 7, nos falsos profetas. Usar o nome de Jesus para esses interesses é bem mais grave do que a circunstância descrita por Paulo.

Não galera, não vale tudo para pregar o evangelho. Enganar o povo e destruir a essência do evangelho não é anunciar a Cristo e tenho certeza que Paulo não se alegraria com esse gospel brasileiro. Pecado é pecado e não deve ser justificado por nenhuma boa obra.

Lembrando que terminei de falar do festival e seus cantores no segundo parágrafo, talvez alguns deles até se enquadrem nos demais, mas não posso dizer isso.

Soli deo Gloria

Pedro Pamplona

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